Marcha da Maconha em Joinville
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Jaciara da Silva
on terça-feira, 20 de setembro de 2011
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| Encontro na UNIVILLE - Coletivo Plante Ideias |
20 de setembro de 2011. | N° 1257
OPINIÃO
Generoso, trabalhador e contra a lei, por Aline Pereira*
Filhos que não atendam aos padrões sociais de qualidade geram dramas. Existe o que chega aos 30 sem casar, o gay, o separado, aquele que não quer ir à igreja e, o exemplo de maior risco para uma real inadequação social, o filho usuário de drogas. Não seriam certos dramas familiares exacerbados por cobranças fundamentadas em padrões sociais de repetição?
Ter filho gay, por exemplo, vai do entendimento da família considerar ou não a preferência sexual um erro. A disposição em aceitar a voz da ciência poderá acalentar, já que estudos explicam a homossexualidade por meio de critérios genéticos, biológicos e endócrinos, reconhecendo que já no ventre materno a preferência sexual é gerada.
Sem contestação é o drama das famílias convivendo com usuários de entorpecentes que podem estimular à violência e impossibilitar funções nos meios de produção. Vale lembrar que uma das drogas que conduzem a tal comportamento é lícita: o álcool. Entretanto, se seu filho bebe socialmente, é generoso e trabalhador, não há problemas. E se for generoso, trabalhador e usar maconha? É diferente porque é contra a lei, compreensível, mas especialmente porque há desinformação.
O espaço é curto, portanto indico como leitura a argumentação favorável à legalização da maconha de FHC e Fernando Gabeira que dimensionam racionalmente a questão sem apologia. Historicamente, a proibição atende a critérios econômicos e até étnicos nem sempre divulgados. Existe criminalização de uma conduta que estaria dentro dos limites da liberdade individual, já que a maconha não determina violência, aliás, diminui taxas de testosterona. Já a violência produzida pelo tráfico fere a liberdade coletiva. A informação também evitaria internação de gente produtiva em clínicas de reabilitação mercenárias.
Drogas trazem prejuízos, entretanto, entender a ambiguidade de uma polêmica é obrigação de quem opina. Não há professor de ensino médio que não tenha aluno usuário de entorpecente; a maioria apenas condena. Faz bem ao mundo entender que indivíduos podem ser gays e não promíscuos ou podem ser usuários de maconha e absolutamente produtivos. Os dramas não devem ser cultivados, mas suavizados com esclarecimentos que ofereçam como bem maior “paz” entre as relações.
aline.correio@gmail.com
*PROFESSORA DE LÍNGUA PORTUGUESA NA ESCOLA DR. TUFI DIPPETer filho gay, por exemplo, vai do entendimento da família considerar ou não a preferência sexual um erro. A disposição em aceitar a voz da ciência poderá acalentar, já que estudos explicam a homossexualidade por meio de critérios genéticos, biológicos e endócrinos, reconhecendo que já no ventre materno a preferência sexual é gerada.
Sem contestação é o drama das famílias convivendo com usuários de entorpecentes que podem estimular à violência e impossibilitar funções nos meios de produção. Vale lembrar que uma das drogas que conduzem a tal comportamento é lícita: o álcool. Entretanto, se seu filho bebe socialmente, é generoso e trabalhador, não há problemas. E se for generoso, trabalhador e usar maconha? É diferente porque é contra a lei, compreensível, mas especialmente porque há desinformação.
O espaço é curto, portanto indico como leitura a argumentação favorável à legalização da maconha de FHC e Fernando Gabeira que dimensionam racionalmente a questão sem apologia. Historicamente, a proibição atende a critérios econômicos e até étnicos nem sempre divulgados. Existe criminalização de uma conduta que estaria dentro dos limites da liberdade individual, já que a maconha não determina violência, aliás, diminui taxas de testosterona. Já a violência produzida pelo tráfico fere a liberdade coletiva. A informação também evitaria internação de gente produtiva em clínicas de reabilitação mercenárias.
Drogas trazem prejuízos, entretanto, entender a ambiguidade de uma polêmica é obrigação de quem opina. Não há professor de ensino médio que não tenha aluno usuário de entorpecente; a maioria apenas condena. Faz bem ao mundo entender que indivíduos podem ser gays e não promíscuos ou podem ser usuários de maconha e absolutamente produtivos. Os dramas não devem ser cultivados, mas suavizados com esclarecimentos que ofereçam como bem maior “paz” entre as relações.
aline.correio@gmail.com
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| Encontro para discutir as implicações da legalização - Plante Ideias |
* * *
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Jaciara da Silva
on domingo, 11 de setembro de 2011
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tua pele lisa
teu cabelo pura seda
tua mão de longos dedos
tuas pernas, alva neve
teu ventre leve
seios
tudo em ti
exalta
meu pesar
teus lábios larários
larapiando tento
Política e Sociedade
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Jaciara da Silva
on segunda-feira, 27 de junho de 2011
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Escrevi este texto para ser publicado no jornal ANotíticia, mas não foi publicado porque menciono Luiz Henrique da Silveira, o ACM de Joinville.
Imagem: Blog do professor Reizinho
Imagem: Blog do professor Reizinho
Não queremos políticos
honestos!
Urge no Brasil a necessidade de revermos nossos
valores quando o assunto é política. Para o povo todo político é
corrupto e todas as pessoas que estão interessadas em um cargo público o querem
em benefício próprio. Porém essa perspectiva não leva as pessoas a uma
reflexão mais profunda que as faça perceber que todos somos sujeitos políticos, que a política atual brasileira é um reflexo de nossos próprios valores
Em uma pesquisa eleitoral feita no estado de São
Paulo há algum tempo, quando o entrevistador perguntou para o povo qual o
melhor candidato entre as duas opções que havia, o povo respondeu que preferia
o que roubasse menos, ou então, o mais esperto. Os eleitores de Santa Catarina
pronunciam frases que seguem a mesma lógica de pensamento “deixa ele roubar por
Santa Catarina”, “roubou, mas pelo menos faz coisas que aparecem”, essas coisas
se resumem a asfaltos e estádios de futebol e não em serviço público de
qualidade do qual dependemos diariamente.
Quando o povo se revolta contra seus governantes e
decide protestar com o seu voto, acaba sempre por seguir a mesma lógica que faz
com que as coisas permaneçam como estão, pois falta uma reflexão sobre nossos
próprios valores. E assim, já elegemos Clodovil que como político fez uma bela
reforma no seu gabinete, gastou duzentos mil reais para dar-lhe um “toque
especial acompanhado de significado”. Com mais de 1,3 milhões de votos em 2010,
elegemos Tiririca cujo primeiro projeto após ser eleito disse ser comprar um
apartamento. O discurso que levou tantos eleitores a escolha deste candidato
foi: “pior do que está não fica”.
É assim que seguimos trabalhando meses a fio para
sustentar os salários dos nossos representantes e não para progredirmos
financeiramente. Um senador no Brasil não ganha menos do que 33 milhões de
reais por ano segundo o estudo da organização Transparência Brasil. Por conta
dos nossos próprios valores elegemos senadores como o ex-governador de Santa
Catarina Luiz Henrique da Silveira, um dos campeões em processos no STF: por
crime contra o meio ambiente, falsidade ideológica e crimes de responsabilidade.
Por acreditarmos que gente séria não deve entrar para
a política é que pagamos o preço de termos nossos filhos fora de sala de aula
por conta de greves, pagamos o preço de ter saúde e educação de péssima qualidade,
pagamos o preço de termos que trabalhar 5 meses só para pagar impostos. Nossos
valores são contra nós mesmos. Precisamos começar a pensar e agir certo.
TECNOLOGIA E COMPORTAMENTO
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Jaciara da Silva
on sexta-feira, 10 de junho de 2011
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A palestra “Usuários ou Dependentes” ministrada pela professora e socióloga Sherry Turkle na edição do Expogestão de 2011 em Joinville, nos chama para uma reflexão sobre a mudança na sociedade e nas relações humanas causadas pelo avanço tecnológico. O computador, idealizado para facilitar o trabalho do ser humano para que este pudesse gozar de momentos de proximidade com outros seres humanos, nos mantém cada vez mais ocupados. Criamos e transformamos a tecnologia e somos também transformados por ela. O efeito desse excesso de ocupação resultou em uma nova forma de comportamento que pode ser mais facilmente percebida nos mais jovens e é denominada pela autora como “cultura da distração”.
Em pesquisa feita pela autora os adolescentes afirmaram que dormem com seus telefones celulares, não porque usam o alarme, mas porque podem responder uma mensagem se acaso receberem uma no meio da noite. Os adolescentes estão se comunicando por meio de mensagens escritas a todo o momento: nas salas de aula, no recreio, no ônibus, em casa, nas festas, etc., o que provoca uma ansiedade muito grande quando estão longe de seus celulares ou computadores. O uso desses dispositivos traz a sensação de controle, pode-se controlar quando querem ou não conversar com alguém, monitorar a vida de outras pessoas, entre outros hábitos que apenas reafirmam a falta de controle sobre si mesmos. O mesmo comportamento também pode ser observado em muitos adultos.
Todo o aparato tecnológico que temos hoje nos permite estar em todo lugar a toda hora, nos transformou não só em seres capazes de realizar múltiplas tarefas, mas também em seres de múltiplas vidas, nos trazendo assim, uma nova sensibilidade que nos deixa cada vez mais vulneráveis e sozinhos mesmo estando com outros. As novas relações humanas são marcadas pela dificuldade em pedir desculpas ou de ter uma conversa franca cara a cara, dificuldade em terminar uma conversa online correndo o risco de ser mal interpretado entre outros exemplos citados pela autora. Nós mudamos do hábito de querer conversar quando estamos sentindo algo para o hábito de querermos sentir algo e enviarmos um texto qualquer, o que pode ser muito perigoso pelo fato de que estaremos usando o outro para nos satisfazer.
O papel do educador nesse contexto é o de ensinar os alunos a ficarem sós para que não aprendam apenas a serem solitários. Momentos de solidão têm um papel muito importante na formação do ser humano, momentos estes em que as pessoas podem se concentrar em algum trabalho como ler um livro, por exemplo, sem serem interrompidos a todo o momento. Professores devem ajudar os alunos a sentirem confiança e pensarem por si mesmos. A capacidade de realizar múltiplas tarefas é algo que precisamos aprender a desaprender para evoluirmos, pois estamos sempre muito ocupados nos comunicando em vez de estarmos ocupados pensando ou criando.
Algumas conversas se fazem necessárias, o meio virtual é um espaço onde representamos a nós mesmos, criamos nossa imagem da maneira que gostaríamos de ser. Uma vida de representações pode ter muitas consequências negativas, pois não contabilizamos o preço que teremos que pagar por nosso auto-engano.
Em pesquisa feita pela autora os adolescentes afirmaram que dormem com seus telefones celulares, não porque usam o alarme, mas porque podem responder uma mensagem se acaso receberem uma no meio da noite. Os adolescentes estão se comunicando por meio de mensagens escritas a todo o momento: nas salas de aula, no recreio, no ônibus, em casa, nas festas, etc., o que provoca uma ansiedade muito grande quando estão longe de seus celulares ou computadores. O uso desses dispositivos traz a sensação de controle, pode-se controlar quando querem ou não conversar com alguém, monitorar a vida de outras pessoas, entre outros hábitos que apenas reafirmam a falta de controle sobre si mesmos. O mesmo comportamento também pode ser observado em muitos adultos.
Todo o aparato tecnológico que temos hoje nos permite estar em todo lugar a toda hora, nos transformou não só em seres capazes de realizar múltiplas tarefas, mas também em seres de múltiplas vidas, nos trazendo assim, uma nova sensibilidade que nos deixa cada vez mais vulneráveis e sozinhos mesmo estando com outros. As novas relações humanas são marcadas pela dificuldade em pedir desculpas ou de ter uma conversa franca cara a cara, dificuldade em terminar uma conversa online correndo o risco de ser mal interpretado entre outros exemplos citados pela autora. Nós mudamos do hábito de querer conversar quando estamos sentindo algo para o hábito de querermos sentir algo e enviarmos um texto qualquer, o que pode ser muito perigoso pelo fato de que estaremos usando o outro para nos satisfazer.
O papel do educador nesse contexto é o de ensinar os alunos a ficarem sós para que não aprendam apenas a serem solitários. Momentos de solidão têm um papel muito importante na formação do ser humano, momentos estes em que as pessoas podem se concentrar em algum trabalho como ler um livro, por exemplo, sem serem interrompidos a todo o momento. Professores devem ajudar os alunos a sentirem confiança e pensarem por si mesmos. A capacidade de realizar múltiplas tarefas é algo que precisamos aprender a desaprender para evoluirmos, pois estamos sempre muito ocupados nos comunicando em vez de estarmos ocupados pensando ou criando.
Algumas conversas se fazem necessárias, o meio virtual é um espaço onde representamos a nós mesmos, criamos nossa imagem da maneira que gostaríamos de ser. Uma vida de representações pode ter muitas consequências negativas, pois não contabilizamos o preço que teremos que pagar por nosso auto-engano.
Fonte: kmoriyama
"Alone Together" é o nome do livro de Sherry Turkle que questiona por que esperamos mais da tecnologia do que uns dos outros.
DEVO E PAGO QUANDO QUISER!
Postado por
Jaciara da Silva
on quarta-feira, 8 de junho de 2011
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(Repassem para melhor informar a opinião pública)
Devo e pago quando eu quiser! Aline Pereira
Nada novo na estação: a greve continua. “Mas o que ainda querem os professores?”, proclamava uma senhora na fila do açougue. A singela manifestação informou-me sobre a hábil manipulação exercida pelo governo. Aumentaram os comerciais da mídia impressa e televisiva que exibem benfeitorias. O representante maior do nosso Estado exibe um carisma que faz até gente da imprensa afirmar “É claro que se houvesse dinheiro ele pagaria este aumento!”. A manipulação também toma força com cada tabela proposta pelo governo em que o dígito $1.187,00 é exibido do começo ao fim, conduzindo o leigo a acreditar que de fato o governo vai cumprir a lei federal. O que muitos não sabem é que, caso a primeira proposta fosse aceita, um professor em formação receberia o mesmo que um professor pós-graduado, caracterizando um aumento de mais de 90% para um professor sem curso superior e percentuais irrisórios aos que se dedicaram a titulações como mestrado e doutorado. Há uma tabela a ser respeitada pelo Ministério da Educação e Cultura, em que todos os salários devem ser reajustados! Uma tabela proposta a partir de uma lei, que inclusive nosso governador votou a favor enquanto senador. Deveríamos ter voltado à sala de aula com este lixo de proposta? E a segunda proposta? Os números continuam longe da tabela determinada pelo MEC, além de nos colocarem como condição a retirada de parte da regência de classe, que é um valor percentual sobre o salário-base. Direitos não podem ser reduzidos, mas ampliados! Então, aos que questionam as razões que nos obrigam a permanecer na greve, digo que não houve evolução, por isso não pudemos retornar ao trabalho. Há um desalento geral da categoria, que se entristece com as propostas fúnebres oferecidas. Entretanto, o que pudemos observar na última assembleia no Sindicato dos Mecânicos, é que a tristeza não se converteu em cansaço, mas em ojeriza. Ojeriza que nos faz voltar, não à sala de aula, mas à rua para protestar mais e mais, porque a opinião pública pode ser manipulada, mas a nós as propostas chegam como uma resposta brutal de alguém que diz “Devo e pago quando eu quiser”. E como não adianta criticar sem sugerir, que tal converter o dinheiro de tantos comerciais em investimento à Educação? Ou quem sabe diminuir os gastos com a folha de pagamento dos deputados que têm direito, além de um salário extraordinário, a auxílio moradia, verba de gabinete, passagens aéreas, diversos assessores, verba indenizatória...
Ato público dos professores estaduais em Joinville SC no dia 26/05/2011.
A destruição simbólica dos diplomas mostra o descaso do Governador de Santa Catarina Raimundo Colombo e do Secretário da Educação Marco Tebalde com o plano de carreira do professor catarinense.
Identidades: Mercado Público de Joinville
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Jaciara da Silva
on quinta-feira, 6 de maio de 2010
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